Limppano apoia #mamarosa por Rose Jordão Binda | Limppano

Limppano apoia #mamarosa por Rose Jordão Binda

A fotografia é uma paixão, acredito que uma paixão mundial. Afinal, quem não gosta de rever e relembrar momentos únicos, um casamento, nascimento, o crescimento do bebê e até momentos cotidianos.

Hoje com os celulares e câmeras digitais temos a fotografia em nossas mãos, assim como redes sociais, relacionamentos, noticias, livros e boa informação.

Então porque não juntar uma paixão nacional (fotografia) a informações valiosíssimas que poderiam alertar e salvar vidas. Porque não usar o meu próprio oficio e paixão para mostrar quão importante é o conhecimento sobre o câncer de mama. Meu nome é Rose Jordão Binda, sou fotógrafa de família, mãe, esposa e mulher, que como você, pode ser surpreendida com um câncer de mama.

O maior desafio não era fotografar, mas sim conseguir mulheres dispostas a posarem sem blusa, usando apenas adereços. Para minha grata surpresa, após mandar uma mensagem aos meus grupos de amigas solicitando voluntarias a minha agenda lotou. Percebi que esse assunto é uma causa feminina e unanime.  1 a cada 100 mulheres terá câncer de mama, então o maior e mais eficaz remédio antes de que sejamos atingidas é a informação.

E foi com o objetivo de disseminar informação que o “mamarosa” nasceu para distribuir conhecimento ao maior número de mulheres que a rede me possibilitasse atingir. Se nesses 30 dias conseguirmos sensibilizar as mulheres e conscientiza-las de levar as mãos aos seios, apalpa-los, senti-los realizando assim o autoexame nosso objetivo foi alcançado.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Em 2016, foram estimados 57.960. Relativamente raro antes dos 35 anos, sua incidência cresce progressivamente após esta idade, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. O que poucos sabem é que ele também acomete homens, representando apenas 1% do total de casos da doença.

A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis.  Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas. Indica-se que mulheres entre 50 e 69 anos façam uma mamografia a cada dois anos.

Assim diminuir a mortalidade por câncer de mama depende muito dos exames preventivos e quanto mais cedo a doença for detectada maior serão as chances de cura.

O Câncer de Mama não é o fim, mas sim um recomeço, foi exatamente isso que ouvi das mulheres guerreiras que venceram a doença. Mulheres que mais do que coragem, mas sim, muito amor, contaram suas histórias e mostraram não só os seus seios mas como venceram cada obstáculo dessa jornada que foi o tratamento.

Eu venci um câncer de mama. E agora sou mãe! ”. Essa frase resume a história de superação de Anne, diagnosticada com câncer de mama aos 36 anos. Sua mãe teve a doença aos 29 anos, por isso os exames preventivos sempre fizeram parte de sua rotina. Em um deles, após a constatação de um nódulo na mama após um autoexame, mesmo com o diagnóstico de benignidade, a intuição alertou para algo errado, repetiu o viagra pas cher exame e a confirmação da doença veio.

Foram seis meses de quimioterapia, mais um de radioterapia, superando todos os desafios e obstáculos do tratamento. “Tive um amparo muito grande da minha família. E eu estava começando um namoro. E falei para ele: A casa caiu. Foge que eu não sei o que vai acontecer. Estamos começando uma história e é melhor não. E ele falou: Estou com você e não tem outro lugar que eu queira estar que não seja ao seu lado! Então eu tive esse carinho de família e de amigos. Mas é uma dor realmente sua. Por mais que você tenha respaldo, cuidados e amor das pessoas que estão a sua volta, é o momento de você centrar, porque aquilo está em você e este movimento de cura é seu”, conta.

Ao final, mais uma triste notícia: suas chances de engravidar eram mínimas. E, mais uma vez, desafiou os prognósticos, fez um tratamento por meio da doação de óvulos e hoje é mãe de Luana. A solidariedade de um grupo de gestantes de parto humanizado em que participava possibilitou que sua filha recebesse leite doado por estas mães, que se sensibilizaram com sua história e determinação. Durante 6 meses essas mães ordenharam o leite que alimentou a Luana, exclusivamente.

O desfecho feliz da história de Anne foi possível graças ao diagnóstico precoce.

Essa é uma história de sucesso, êxito e muita luta, mas não foi assim com 14.300 mulheres que deixaram suas famílias, filhos, companheiros em 2016.

Vamos lutar contra o câncer de mama, vamos compartilhar informação e nos cuidar, fazer exames periódicos e o autoexame.  Faço uma comparação boba mas precisa, se seu ciclo menstrual atrasar você vai correndo fazer um exame de farmácia, se você sentir um nódulo, cisto ou qualquer outra coisa em seus seios deve fazer o mesmo, correr ao médico. Jamais deixe para depois, o imediatismo certamente salvará a sua vida.

Todas as informações sobre a doença assim como as fotos podem ser vistas no instagram @rosejbinda e no facebook rosejordaobinda_photo

 

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